11/10/2009

Amor

O motivo principal para o qual Deus nos criou foi para que O amássemos. Isso resolve vários problemas sobre o sentido da minha vida: “Estou amando?” Não é uma exigência externa, mas uma necessidade da própria natureza humana. É a resposta para qualquer antropologia, sobre a nossa natureza. É para isso que temos alma e corpo. Nosso espírito, nosso ser foi feito para amar. Quem não come deixa de existir. Quem não ama, deixa de viver.

Deus é a suma perfeição; a máxima sabedoria, suprema inteligência. E nós levamos no íntimo o desejo de chegar à sabedoria. Sendo Deus o máximo, o cume, precisamos conhecê-LO e amá-LO muito. Fomos feitos para conhecer e amar a Deus, ensina o Catecismo.

As crianças imitam os mais velhos; vêem neles seu futuro, a perfeição. Somos seus modelos. Assim as meninas gostam de se pintar, brincar de bonecas, se identificam com as mães. A aproximação de Deus não se alcança espontaneamente. Somos livres e temos que querer tender à perfeição. Pelo livre arbítrio podemos nos desviar do nosso fim natural. Se não colocarmos a posse de Deus como nossa meta, estaremos nos desviando de nossa felicidade. Nossa felicidade só pode ser encontrada no amor de Deus; para isso existimos. Saímos de Deus e nossa tendência é voltar a Ele. Algo semelhante acontece quando uma pessoa é elogiada por seus feitos. Os filhos se orgulham dos feitos de sua mãe. É normal: “Ela é minha mãe!” E o filho fica satisfeito de ter uma mãe assim. Essa mãe, em grau supremo, é Deus. Podemos ver a perfeição de Deus até na natureza. Que Deus seja amado e glorificado é para mim motivo de satisfação.

O fim de nossa vida não pode ser a riqueza material, prazer corporal, sucesso no trabalho.
S. Josemaria Escriva: “Se a vida não tivesse por fim dar glória a Deus, seria desprezível; mais do que isso: seria detestável.” Ainda que tenha prestígio profissional, a vida de uma pessoa pode ser triste.

É importante conhecer e meditar a vida de Jesus Cristo, pois Nele está nosso modelo de amor e obediência ao Pai. A primeira coisa fundamental é estarmos na graça de Jesus Cristo. O Batismo é o princípio da direção para chegarmos à graça. Através da confissão, mantemos a graça. Pela Eucaristia, adoração do Santíssimo, conversamos com Jesus Cristo e trabalhamos essa graça que está em nós.

O amor ao próximo também é importante. Quem diz que ama a Deus e odeia seu irmão, porque não lhe perdoa, corrige, ajuda, é um mentiroso e não ama a Deus. Quem ama a Deus, que ame a seu irmão. O amor conjugal tem lugar especial nesse amor. Foi consagrado por Jesus Cristo e elevado à dignidade de sacramento. “Que se amem como Jesus amou Sua Igreja.”

O 4º mandamento fala-nos do amor aos pais e também do amor entre os esposos. Se eles não se amarem será mais difícil para os filhos amá-los. Causa confusão na cabeça dos filhos. Tenderão a ter dificuldade a amar a ambos os pais, já que eles mesmos não se amam. A esposa deve ver o esposo e cuidar dele como do próprio corpo, e vice-versa.

O amor conjugal será verdadeiro quando for dirigido à criação dos filhos. Se eles forem evitados, será um amor egoísta. Deus criou o matrimônio para que, se amando, se ajudem a chegar ao céu e não apenas para dividirem as despesas.
A 1ª função da relação sexual não é o prazer. O prazer não traz o amor. O amor é que traz o prazer. O amor só gera prazer quando inclui o sacrifício. A satisfação de uma mulher amada pelo marido e filhos convive com as dores e contrariedades. Porém, seja como for, essas dificuldades não destroem a alegria e o amor; estão pedindo que se manifeste melhor a doação, a entrega.

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