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05/08/2009

Para que e como viver a vida cotidiana com amor

Em família, podemos e devemos, aprender sempre mais e ensinar, de forma objetiva e consciente, aos nossos filhos, a serem educados por se importarem com os outros. E a serem decentes, corretos e justos no seu modo de agir na vida em socidade. E isto para promover uma vida cotidiana amável e educada e um adulto capaz e psiquicamente saudável.

Uma boa educação faz com que nos relacionemos bem com os demais. Faz com que, expressando-nos sempre de modo amável com os outros, nos importemos não só sobre o que interessa aos demais mas também pelo como as coisas importam aos outros. Muitas pessoas educam seus filhos na satisfação de seus próprios interesses até o ponto deles serem verdadeiros poços de defeitos entre manias, exigências, defeitos de caráter, ou estão estéreis de vida pessoal e pública por horizontes pequenos, muitas vezes focados em um ponto ou dois no máximo, como ser magro e casar, ou ter um determinado título, ou emprego. Toda a educação que recebem é para isto. É o único horizonte de valores. Não fazem caridade, nem participam de nada. Pensam da vida o que as ideologias do momento ou o consumo determinam. São em geral pessoas medíocres que não amam nada ou do tipo aspirador de pó, que sorvem tudo mas não devolvem nada. São os tais que Deus vomitará por serem "mornos".

Precisamos, portanto, aprender, praticar e ensinar aos nossos filhos "civilidade" cotidianamente.

Pontos Práticos

  1. Em termos de civilidade, as boas maneiras são o começo do amor, da caridade vivida cotidianamente. (Ver também: Virtude, Vida, Personalidade, Para que Boas Maneiras na Vida em Sociedade)
  2. Controle o seu ego. Não fale tudo o que fez, sente, acha, pensa para todo mundo a toda hora. Não se desaponte a ponto de sentir-se magoado se o que for importante para você não parecer tão interessante para seu amigo. É uma grande prova de amizade interessar-se pelo que interessa aos nossos amigos mas também o é compreender quando um assunto nosso não chega a despertar grande interesse nos outros.
  3. Um ego controlado permite também que nos interessemos não só pelo outro mas pela maneira como o outro vê as coisas. Com esta visão mais apurada podemos perceber a importância que uma coisa que é simples para nós, pareceu uma tragédia ou uma grande coisa para o outro. (Veja também: Boas Maneiras, Cloro e a Água Sanitária)
  4. Pratique a compreensão e a benevolência. Perdoe facilmente os deslizes, debilidades e essas fraquezas humanas que algumas vezes arranham os relacionamentos sociais, como a impaciência dos idosos, a euforia inconveniente dos jovens, uma desatenção, uma resposta mais ríspida, etc. Compreensão tem muito que ver com escolher pensar o melhor do outro.
  5. É preciso ser emocionalmente competente para não estragar os relacionamentos com extremos de repressão e extremos de liberdade. Não é fazer tudo o que se quer que é liberdade. Sempre estaremos obedecendo alguma coisa. Muitos insubordinados contumazes estão na verdade obedecendo instintos ou manipulações ideológicas e não sendo livres como pensam. Liberdade é a capacidade de aderir ao bem. É não estar controlado por algo viciado e poder realizar o bem que se deve, quando se deve.
  6. Tampouco é virtude ser uma pessoa travada que não sabe exigir o respeito que merece. Pessoas excessivamente reprimidas, que colocam em exterioridades a virtude ou não sabem exigir o respeito que merecem prejudicam a própria saúde psíquica e o bom convívio humano. É o caso das pessoas que colocam nas exigências profissionais o sumo bem e negligenciam a família, a saúde e os amigos. Ou que apostam no comprimento da saia muito longa como expressão de virtude ao invés de procurá-la desenvolver pela santidade do coração. Também não é virtude seguir de forma limitada e obtusa uma norma religiosa ou a doutrina do partido, da torcida organizada, da verdade que elegeu, do amor aos cães, das conveniências materiais do lucro, etc., elevadas equivocadamente à condição de sumo bem. E, deste modo, acabar negligenciando o respeito devido a todo ser humano. Colocar as exigências do lucro acima das do ser humano é a forma do atual baixo desenvolvimento humano - péssimas escolas e hospitais, abusos de toda ordem - e forte exclusão social.
  7. Este também é o caso de muitas mulheres submetidas à exploração psicológica e física. Por debilidade moral em sua formação, não foram educadas de modo a chegarem à vida adulta com uma saudável auto-estima e fortaleza de caráter capaz de assegurar-lhes relacionamentos afetivos e sociais saudáveis. Ao contrário do que superficialmente se pode apreender do clássico slogan de caminhão, de que as santas vão para o céu e as demais a qualquer lugar, as "santas" estando a caminho do céu, são as únicas que podem realmente mudar de lugar, ir do lugar atual para outro lugar, porque é com o que somos que vemos onde podemos ir. As outras só podem ir ao mesmo tipo de lugar, qualquer lugar, o que é permanecer na mesma.
  8. A formação humana e profissional não são opostas. Pelo contrário, uma é decorrente da outra. Ser um bom profissional é parte do que nós somos e é preciso atingir excelência em nossa profissão como parte de nossa excelência pessoal. Mas mais importante do que formação profissional é a formação humana, a que nos torna gente, pessoas no sentido mais alto do termo. Se a formação profissional não for para nos tornar seres humanos melhores então ela não vai atingir o seu máximo, nem é importante e muito menos pode substituir ou ser justificativa para não se alcançar uma alta categoria humana. "Não posso estar com meus filhos nunca por causa do trabalho."Afinal, só um grande ser humano pode realmente atingir o ápice de sua profissão.
  9. E, mais importante do que tudo, Deus nos quer santos. Devemos ser santos na vida cotidiana. Isto é o melhor para nós. Portanto não se trata de ser magro, sarado, bem sucedido, rico, especialista renomado, nunca ter passado nenhuma dificuldade, nem não ter deficiências, etc., mas, de ser como nos ensinou o Cristo, de sermos santos. Por amor a nós, Deus, nosso pai, enviou-nos o seu Filho único para ensinar-nos o que realmente importa: como humanamente ser divinos.